Estrelas, estilo, explosões… Novo ‘Kingsman’ une cinemas inglês e americano

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Muitas vezes duas culturas próximas são as que mais fazem questão de ressaltar as diferenças entre elas como aspectos fundamentais de cada uma. Costuma ser assim entre brasileiros e argentinos, brasileiros e portugueses, e entre americanos e ingleses não seria diferente. Mesmo dividindo a mesma língua e um tendo no outro seu ponto de origem, a cultura americana e a cultura britânica são, na mesma medida, similares e absolutamente diferentes. Tal aproximação e contraste é visto na maneira de falar o inglês, de se comportar de modo geral, nas artes e, naturalmente, no cinema.

Enquanto o cinema americano é marcado pelos filmes de ação, o cinema inglês parece oferecer mais filmes de estilo e humor, mais singulares e menos explosivos – cada um com seus valores e excessos, seduzindo públicos diversos.

Quando as diferenças são colocadas de lado, porém, e os dois tipos de cinema se juntam, ampliam-se as possibilidades de cada um sem abrir mão das virtudes que tanto o cinema “de ação” quanto um cinema mais “de estilo” possuem. Essa é a particularidade do filme Kingsman: O Círculo Dourado.

Inspirado nos quadrinhos de mesmo nome, Kingsman: O Círculo Dourado é a sequência do primeiro sucesso da grife, O Serviço Secreto e, como todo bom filme de ação, merece ser assistido no cinema. A experiência de ver a um filme de tal gênero, repleto de estímulos visuais e sonoros, só parece realmente plena quando vista na telona, e O Círculo Dourado não fica atrás em tal questão.

Não é, porém, um filme de ação como outro qualquer, em que as sequências explosivas, a violência e os tiroteios não parecem chegar a lugar algum – como uma produção americana e também britânica, é também um filme de estilo, com humor, e a própria diferença cultural entre os dois países é um dos temas de fundo mais forte nesse novo filme.

O pôster americano do filme, ilustrando as duas culturas

Pois se a ação se faz presente, o segundo filme Kingsman é ainda mais cheio de humor, zombaria e até anarquia em seu estilo. Para enfrentar uma supervilã vivida por Juliane Moore – que destrói a sede dos Kingsman na Inglaterra – os integrantes da organização descobrem um grupo americano de espiões que trabalha de forma similar nos EUA, e se juntam a eles.

Se o ofício é parecido, os dois grupos, porém, não poderiam ser mais diferentes: enquanto um traz a sobriedade, o humor mordaz, a elegância e a sobriedade inglesa, o outro é formado por americanos do Texas, com seus costumes interioranos, seu humor escrachado, seu sotaque carregado e suas tradições típicas – mais americano impossível.

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O deboche com o jeito de viver americano é presente, trazendo, no atual momento, um sentido até mesmo político para o filme, através do humor – o clash de culturas é, portanto, mote central em O Círculo Dourado.

Completam o elenco estelar nomes como Colin Firth, Halle Berry, Channing Tatum, Jeff Bridges e Mark Strong (até o astro da música inglesa Elton John faz uma participação especial).

Kingsman: o círculo dourado traz, portanto, a adrenalina dos filmes de ação com o humor, a esperteza e o estilo que já haviam sido tão característicos no sucesso do primeiro filme.

Criativo, divertido e também eletrizante, é uma sequência que convida o espectador ao cinema, prometendo diversão e risadas ao espectador, sem deixar de mantê-lo vidrado sem conseguir permanecer sentado.

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Via Hypeness

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