Museu d’Orsay retoma campanha: ‘Tragam seus filhos para ver gente nua’

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Nos últimos tempos, grupos conservadores no Brasil passaram a atacar qualquer coisa que seja considerada uma ‘afronta à moral’. Até exposições e manifestações de arte, como aconteceu com a exposição Queermuseu, em Porto Alegre, e agora com a performance “La Bête”, apresentada pelo Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo.

Na performance, o coreógrafo carioca Wagner Schwartz, fica completamente nu em um tablado e o público interage com o artista da maneira que quiser: simplesmente o observando ou tocando em qualquer parte de seu corpo. A performance é uma leitura interpretativa da obra “Bicho”, de Lygia Clark, artista historicamente reconhecida por proposições artísticas interativas.

Um vídeo divulgado nas redes sociais que viralizou na noite de quinta-feira 28, mostra um trecho da performance, na qual uma mulher e uma criança interagem com Schwartz. A garota toca os pés e a canela do coreógrafo e foi o que bastou para que o artista fosse acusado de praticar atos de pedofilia e estar enfrentando um verdadeiro calvário.

Já em Paris, os renomados museus d’Orsay e Orangerie lançaram em 2015 uma campanha de para incentivar a visita de famílias aos locais. Uma das peças usadas na comunicação foi um cartaz com a seguinte frase: “Tragam seus filhos para ver gente nua”.

A campanha foi muito bem recebida pelo público, apreciada e reproduzida. Não houve nenhuma polêmica em relação a ela”, disse em entrevista à RFI.

Neste mês a campanha será retomada e ainda mais forte. No total serão nove modelos de cartazes espalhados em pontos estratégicos como ruas de grande circulação, metro e paradas de ônibus. As imagens mostrarão obras famosas existentes nos museus, uma delas é a tela “Femme Nue Couchée” (Mulher Nua Deitada), de Auguste Renoir, que mostra uma mulher deitada em uma cama com os seios à mostra.

Há a relação com a nudez que leva ao debate, sobretudo sobre essa obra, que é tão sensível. Mas essa também é a função da arte: incomodar, questionar”, reitera.

Via Hypeness

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