A maravilhosa e surpreendente história de luta por trás da bruxa do 71

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Conhecida e amada mundialmente como Dona Clotilde, a bruxa do 71 do seriado Chaves, a atriz espanhola Angelines Fernandéz trazia em sua história muito mais do que simplesmente uma carreira cômica como personagem de um programa de TV de sucesso. Para muito além de ter sido uma das mais belas mulheres do cinema mexicano nos anos 1950, Angelines foi uma ativa combatente do fascismo na ditadura do general Francisco Fanco, que massacrou a Espanha de 1939 até 1975.

Antes de migrar para o México, em sua juventude, diante do levante fascista em seu país natal, Angelines não só resistiu publicamente como chegou a lutar nas guerrilhas antifranquistas, conhecidas como maquis – grupos que defendiam os fugitivos da ditadura. Rapidamente, porém, o regime se agravou e tornou-se mais violento, e em 1947, aos 24 anos, Angelines compreendeu que sua vida corria sério risco na Espanha. Foi quando decidiu que viveria no México, onde se tornaria atriz.

Sua entrada no seriado Chaves se deu pelas mãos de Ramón Valdez, o seu Madruga, em 1971 – por isso o número da casa e o apelido de sua personagem.

Angelines e Ramón, acima no seriado, e abaixo fora das câmeras

Ramón se tornaria seu grande amigo por toda sua vida, e sua morte, em 1988, levou Angelines a uma profunda depressão. Em 1994, ela também veio a falecer, curiosamente, aos 71 anos de idade. Como fica claro hoje, por trás de toda bruxa há uma mulher forte, lutadora e inspiradora – uma verdadeira musa.

ERRATA: como alguns leitores apontaram, de fato, algumas imagens da matéria (as imagens PB) não eram de Angelines Fernandéz, mas de outras atrizes. Pedimos desculpas pelo equívoco já corrigido.

Via Hypeness

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