MP pede reabertura imediata de exposição Queermuseu em Porto Alegre

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Depois de toda polêmica envolvendo o cancelamento da exposição “QueerMuseu: Cartografias das diferenças da arte brasileira“, em Porto Alegre, o Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS) recomendou ao Santander Cultural sua imediata reabertura até a data originalmente prevista para seu encerramento.

A exposição fazia um recorte de obras que abordam questões de gênero, diversidade e temática LGBT e deveria ir até dia 8 de outubro, mas o Santander, patrocinador da exposição, decidiu encerrar a exposição um mês antes, cedendo às pressões de grupos conservadores, como o MBL e outros de natureza religiosa.

Obras de grandes nomes como Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Ligia Clark, Adriana Varejão e Clóvis Graciano foram consideradas “pornografia”, “depravação”, “zoofilia” e “pedofilia”.

A nova exposição poderá ser realizada com objetivos similares a que foi interrompida e permanecer aberta aos visitantes em período não inferior a três vezes o tempo em que a Queermuseu permaneceu sem visitação.

O MPF deu prazo de 24h para o Santander Cultural responder se acatará ou não a recomendação.

O procurador da República Fabiano de Moraes, procurador regional dos Direitos do Cidadão, ressalta no texto da recomendação que o precedente do fechamento de uma exposição artística causa um “efeito deletério a toda liberdade de expressão artística”.

Para Moraes, a censura da exposição traz a memória de situações perigosas da história da humanidade como os episódios envolvendo a “Arte Degenerada”, com a destruição de obras na Alemanha durante o período de governo nazista.

Via Hypeness

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