Game quer que você investigue a tortura nos porões da ditadura brasileira

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Delegacias, prédios do DOPS, presídios, Casas da Morte, são diversos os cenários em que os piores horrores da ditadura militar aconteceram no Brasil.

Torturas e assassinatos com os mais terríveis requintes de crueldade vão cada vez mais sendo varridos para debaixo do enorme tapete da história, que tanto encoberta o lado mais sombrio e abominável do passado brasileiro.

Ciente de que conhecer a história é o melhor método para não repeti-la em seus horrores, um grupo de estudantes do curso técnico de jogos digitais de Porto Alegre decidiu criar o game Prison Island, baseado na Ilha do Presídio, no Rio Grande do Sul.

 

A Ilha do Presídio, próxima a Porto Alegre

O local fica a alguns quilômetros de Porto Alegre, no Lago Guaíba. Começou servindo como instalações do governo, tornou-se um depósito de pólvora até que, nos anos 1960, passou a ser utilizado como presídio durante a ditadura militar.

Como tantos outros desses sombrios locais, a Ilha do Presídio foi palco de torturas e assassinatos, como um verdadeiro cenário de terror.

A história que inspirou o jogo é a do Sargento Manoel Soares que, cinco meses após ser preso pelo DOPS, foi encontrado morto com as mãos amarradas no Lago onde se encontra a ilha.

 

O jogo, portanto, traz como personagem principal uma pesquisadora da Comissão Nacional da Verdade (responsável por investigar, levantar e esclarecer os diversos casos de tortura, assassinato e violação dos direitos humanos praticados na ditadura) que vai ao local atrás de pistas e esclarecimentos sobre o paradeiro do preso, que foi visto por lá pela última vez.

Por trás da aventura de terror propriamente, há o desejo evidente de lembrar tal passado sombrio e absurdo pelo qual o Brasil passou, há tão pouco tempo que não pode ser transformado em uma ameaça controlada. Prison Island está em desenvolvimento e em breve entrará em campanha de financiamento coletivo, mas já é possível jogar uma demo do jogo aqui.

 

Via Hypeness

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