O ‘mercado grátis’ que está ajudando a combater o desperdício na Nova Zelândia

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Um dos males mais perversos do capitalismo e do mercado como regulador é sem dúvida o desperdício. São diversos os motivos, de controle de preços e mercados, custos diversos, publicidade ou outras intervenções que fazem com que quase metade da comida produzida no mundo seja jogada no lixo, alcançando cerca de 1,3 bilhões de toneladas desperdiçadas anualmente. Uma organização da Nova Zelândia decidiu fazer o mínimo do que o mundo deveria diante dos milhões que passam fome diariamente: distribuir gratuitamente os alimentos que seriam jogados fora.

A Free Store, ou mercado grátis, foi criada pelo artista Kim Paton para ser um projeto temporário, de duas semanas de duração, reunindo sem suas prateleiras alimentos em perfeita qualidade que, por motivos diversos, tornaram-se excedentes em supermercados e padarias, e se tornariam parte da estatística do desperdício. Sete anos depois felizmente a iniciativa se tornou permanente, e já possui quatro lojas na Nova Zelândia.

Não há qualquer critério ou restrição para se valer dos produtos na Free Store – qualquer um pode, pelo motivo que for, ir até uma loja e se servir dos produtos disponíveis. Cada sexta feira a loja distribui entre 800 e 1500 alimentos, alcançando um média de 250 mil alimentos anualmente, economizando um milhão de dólares por ano que iriam para o lixo.

 

A Free Store funciona com voluntários e 65 fornecedores. Trata-se do tipo de iniciativa que adoramos admirar à distância como um símbolo da civilidade em outros países, mas que pode ser feita de fato em qualquer cidade do mundo.

 

Via Hypeness

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