Obstáculos existem para serem superados

Mostrar que as adversidades são apenas um obstáculo a mais a ser transposto parece a especialidade de algumas pessoas. É aquele tipo de gente que não enxerga o problema, mas sim a solução, e dá aula de superação todos os dias, mostrando que para ser feliz basta querer!

São histórias como a da judoca Rafaela Silva, que saiu da comunidade Cidade de Deus para se tornar a maior lutadora do Brasil na modalidade. Em 2013, ela conquistou o título mundial na categoria. Em 2016, a moça negra da periferia carioca que começou a lutar através de um projeto social na comunidade em que vivia trouxe o primeiro ouro brasileiro nas Olimpíadas do Rio, se tornando a segunda campeã olímpica brasileira da história!

Foto: Divulgação

A superação também se apresenta naqueles momentos em que tudo parece estar dando errado, como aconteceu com a estadunidense Ida Keeling. Ao começar a correr com 67 anos para superar a morte de dois filhos, ela não imaginava o seu futuro no esporte. Aos 100 anos, ela reuniu suas forças para bater um recorde mundial de corrida. Depois de completar a corrida de 100 metros em 1’17”, essa senhora cheia de disposição conquistou o recorde mundial na categoria 100+.

Foto: Divulgação

Para o paulista Marcos Rossi, as dificuldades para vencer no esporte pareciam ainda mais fortes, mas ele nunca teve medo de se superar. Marcos é surfista, mergulhador e skatista, além de atuar como DJ, participar de uma escola de bateria de samba, ser vocalista de uma banda e comediante. Parece muito? Então é bom saber que ele faz tudo isso mesmo sem ter os braços nem as pernas.

Os membros foram afetados graças a uma condição rara conhecida como Síndrome de Hanhart. Mesmo com o que poderia ser visto por outros como uma limitação, Marcos sempre levou uma vida repleta de aventuras. Casado e com dois filhos, ele lançou até mesmo um livro onde conta um pouco da sua incrível história de vida e mostra que qualquer um pode fazer aquilo que sonhar, por mais difícil que pareça.

Fotos: Divulgação

A saúde também serviu de inspiração para a fotógrafa Savannah Kate Morgan. Após contrair uma meningite viral, ela passou por um longo e doloroso tratamento, que incluiu dois meses de internação em cinco hospitais diferentes. Para superar esse momento, a fotógrafa criou uma série de fotografias que retrata como se sentiu durante este tempo, quando sentiu a “mais assustadora e pior dor” de sua vida. As fotos são um lembrete de quão longe ela já chegou – clique aqui para ver o ensaio completo.

Fotos © Savannah Kate Morgan

A fotografia também foi usada como meio para contar as histórias dos sobreviventes ao ataque de Orlando, ocorrido na boate Pulse no dia 12 de junho de 2016. No atentado, 49 vidas foram perdidas e mais 53 pessoas ficaram feridas. Um ano depois, a série de fotos, criada pela Dear World, retrata como sobreviventes, familiares, bombeiros e policiais que atenderam o incidente naquela noite estão levando suas vidas e superando o trauma.

Após uma conversa com Robert Fogarty, fundador do Dear World, cada fotografado escreveu em seu corpo frases que os faziam lembrar daquela noite. Com estas mensagens, eles foram então clicados como um símbolo de suas histórias, que foram contadas na íntegra pelo projeto neste link.

“Eu fui até o quarto e ele não estava lá”.

“Eu gostaria que eles pudessem ter atendido seus telefones”.

Se a homofobia foi a motivação dos ataques à boate Pulse, ela não foi impedimento para que este casal tivesse o seu final feliz. Durante a guerra do Iraque, Nayyef Hrebid, tradutor do exército americano, e Btoo Allami, soldado iraquiano, se apaixonaram. O amor aconteceu em meio ao cenário da guerra, embora tivesse que ser escondido na época, graças aos tabus relacionados à homossexualidade. Nayyef  chegou a ter um braço quebrado por um colega que descobriu a relação entre os dois.

Para que a situação de ambos não se complicasse mais, Nayyef foi para os Estados Unidos em 2009, na expectativa de que Btoo conseguisse um visto para se unir a ele no país. Como isso não aconteceu, os dois passaram quatro anos separados, tempo em que Btoo viveu em países como o Líbano e o Canadá para fugir das pressões da família, que queria que ele se casasse com uma mulher. Em fevereiro de 2015, entretanto, o casal finalmente recebeu permissão para viver junto nos Estados Unidos, mostrando que com afinco qualquer situação pode ser resolvida.

Foto © World of Wonder Productions/Getty

A brasileira Liliam Altuntas também superou o abandono familiar e deu a volta por cima. Após ser deixada pela mãe com apenas um ano de idade, abusada pelo tio, de quem engravidou aos 14 anos, e vendida a uma rede internacional de prostituição, ela hoje dá exemplo de superação na Itália, onde é dona de uma bem-sucedida doceria. Não contente em mudar apenas a sua própria vida, Liliam também pretende abrir uma escola de culinária no Rio de Janeiro ou em Recife para oferecer formação profissional a pessoas em situação de rua.

Foto © Liliam Altuntas

Assim como Liliam, o vendedor ambulante Mário Batista da Cruz Júnior também decidiu que não iria aceitar o que o destino havia reservado para sua vida. Por isso, aos 34 anos e em situação de rua, ele não se intimidou quando decidiu fazer uma faculdade. Para estudar para o ENEM, o jovem pegava livros emprestados em uma biblioteca pública e em um sebo. A dedicação deu mais certo do que ele esperava. Mário passou em segundo lugar no curso de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e está preparado para mudar de vida.

Foto © Reprodução TV Cabugi/Novo Jornal

São histórias como a de Mário, Liliam, Marcos e muitas outras que nos mostram que sempre é possível contornar os obstáculos que a vida nos impõe e dar a volta por cima. Pessoas assim nos mostram todos os dias que sempre é possível recomeçar, não importa o quão longe tenhamos ido – o que interessa é a distância que ainda temos para percorrer rumo à nossa realização.

Via Hypeness

0 I like it
0 I don't like it