Diversidade ou a luta pelo direito de sermos quem somos

A sabedoria popular já nos diz há muito tempo que o mundo precisa das diferenças como combustível para evoluir. Vivemos um momento especial, em que vários grupos de pessoas se unem, muitas vezes graças à internet, para defender seus direitos, e publicar histórias de celebração da diversidade é uma das bandeiras do Hypeness.

Seja falando da luta da população LGBT, das conquistas femininas, do combate ao racismo, das pessoas que não se enquadram a um gênero ou sobre desconstruções de padrões de beleza, poder levar até os leitores relatos que renovem a esperança em um futuro melhor é um grande prazer. Claro que muitas vezes há resistência, mas se fosse fácil não seria tão necessário.

Quando escrevemos uma matéria, não sabemos quem vai ler. Talvez seja um ou uma adolescente gay ou lésbica com medo de assumir sua sexualidade, um amigo ou parente que não sabe lidar direito com o assunto ou alguém que nem se importa tanto com a questão, mas pode ver, graças à história de um desconhecido, que é preciso refletir sobre o tema.

Lembra de quando, em 2015, dois irmãos gêmeos emocionaram gente de todo o mundo ao mostrar a reação de seu pai ao saírem do armário?

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E o que torna uma mulher bonita? Pode ser tanta coisa, não é? O que eu e você consideramos belo pode ser muito diferente. E isso é ótimo! Não é muito chata essa ideia de que as pessoas deveriam se esforçar para se enquadrar em um mesmo tipo de beleza? E será que alguém seria mesmo bonito se todo mundo fosse quase igual?

A jornalista e fotógrafa norte-americana Esther Honig criou um teste interessante para verificar como os padrões de beleza se diferenciavam pelo mundo: enviou uma foto para artistas digitais de 25 países pedindo que a deixassem mais bonita.

Se o rosto já levanta discussões, o padrão de beleza exigido para os corpos, então… Ao mesmo tempo em que a internet transforma a própria imagem em produto, ela também é uma ferramenta poderosa para que mulheres transmitam umas às outras mensagens pela aceitação de seus corpos. Iskra Lawrence, uma modelo que foi rejeitada pela Victoria’s Secret por não ser magra o bastante, bombou no Hypeness com suas fotos de lingerie, sem nenhum retoque para esconder estrias, celulites ou dobrinhas.

A questão da identidade de gênero ainda é novidade para muita gente. Nem todo mundo que nasceu homem se identifica com o sexo masculino, assim como há mulheres para quem o feminino não faz sentido – e tem quem não se identifica com gênero algum.

Pode ser difícil entender isso para quem nunca enfrentou a questão, mas conhecer as histórias de pessoas que vivem muito bem do seu próprio jeito é uma forma de fazer pensar sobre o assunto. O trabalho da fotógrafa Chloe Aftel, que retratou jovens que não se identificam com nenhum gênero, é um dos melhores exemplos que temos.

A fotografia é mesmo uma ótima maneira de mostrar a beleza das diferenças. Que o diga Brian Siambri, talentoso queniano que criou uma série incrível sobre a beleza e o orgulho de ter pele negra. Seu objetivo, como ele mesmo diz, é mudar nas narrativas uma fotografia por vez.

Condições físicas de nascença jamais deveriam impedir as pessoas de lutar por seus sonhos. Sejam pessoas com deficiências físicas ou mentais ou com características diferentes das da maioria das pessoas, o respeito pelo ser humano e seu potencial devem estar acima de tudo.

Ótimo exemplo é o das irmãs gêmeas paulistanas Lara e Mara Bawar, que são albinas e cuja beleza impressionou dezenas de milhares de pessoas.

Cada pessoa é única, e é a interação entre tanta gente diferente que torna o ser humano tão interessante e capaz. Não faltam teorias e ótimos textos para tratar da diversidade, mas no fim das contas até que é fácil entender: trata-se do simples direito de ser quem se é.

Via Hypeness

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