Cidade italiana de 400 habitantes, quase todos idosos, usa arte para combater desertificação

O envelhecimento e a diminuição da população são fenômenos que se perpetuam por toda a Europa, mas em especial nos pequenos vilarejos, nas cidades periféricas às grandes capitais, e que vem se tornando de fato um dilema nas pequenas vilas italianas.

Segundo estatísticas, um em cada sete habitantes deixando esses locais para cidades maiores, os vilarejos italianos correm o risco real de sofrerem o que se chama de despopulação. Para evitar tal questão, a cidade de Civitacampomarano está utilizando a arte para lutar contra seu próprio abandono.

Com somente 400 habitantes, a cidade já pelo segundo ano tornou-se cenário do CVTà Street Fest, um festival de arte de rua que visa não só rejuvenescer Civitacampomarano e suas ruelas e casas, como também chamar atenção para a cidadela e sua região.

Mas tudo começou com uma coincidência, quando a responsável pelas atividades culturais convidou a artista italiana Alice Pasquini para pintar a cidade. Alice não só topou, como revelou que seu avô vinha de lá – e tudo começou. Ainda que a cidade tenha poucas crianças – as escolas inclusive encontram-se fechadas – a população, quase toda mais velha, abraçou a ideia e passou a ajudar e amar o festival.

O festival dura quatro dias de junho, trazendo também música e outras atividades à cidade, e recebendo cerca de 3.500 visitantes. Junto com o festival, vieram novas atividades comerciais, e frescor a cidade antes quase abandonada. Através da arte, Civitacampomarano vem se reencontrando com sua própria juventude – sem abrir mão de sua história, que é também a história de um dos mais antigos e ricos países do mundo.

© fotos: divulgação

Via Hypeness

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