A história desse casal é um retrato perfeito de como é amar alguém com uma doença incurável

Rosanna era uma secretária executiva, mãe de dois meninos, cozinheira de mão cheia e uma dançarina habilidosa. Casada então há mais de 20 anos, Rosanna vivia uma vida feliz em família, dedicada às crianças e a sua felicidade plena. Subitamente, porém, tudo isso se abalou, quando ela foi diagnosticada com esclerose múltipla.

Instaurava-se por vir uma realidade dura, de um tratamento invasivo, com uma doença dolorosa e debilitante. Foi nesse cenário que Andy, o marido de Rosanna, passou a se perguntar sobre qual seria sua função ali.

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Rapidamente Rosanna começou a se sentir cansada, e passou aos poucos a perder sua autonomia – sem poder dirigir e tendo de abandonar seu trabalho para se dedicar ao tratamento, por exemplo. Andy teve também de largar seu emprego, para poder estar ao seu lado a todo tempo, e se tornou seu meio de transporte, seu parceiro, seu ajudante nas pesquisas e no tratamento.

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Não é simples, afinal, a vida também para aqueles que amam alguém que possui uma doença crônica. Mesmo cuidar de si – inclusive para poder continuar a cuidar da pessoa adoentada – é fundamental, mas muitas vezes tais pessoas sentem-se egoístas somente de pensar no próprio bem-estar.

Para Andy, além de ajudar sua mulher, seu bem-estar vem da bicicleta – e unindo sua causa ao agradável, ele hoje participa de pedaladas a fim de arrecadar fundos para pesquisas sobre a esclerose.

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Além disso, o casal participa de encontros de outras famílias em situações parecidas, e se ajudam em tudo que podem para, apesar da situação, seguirem a vida ao máximo. “Nós trabalhamos juntos, como um time. Só assim podemos ajudar um ao outros. Eu ajudo ela e ela me ajuda”, ele diz. A conclusão é que o amor e a parceria são, no fim das contas, o que se pode fazer de melhor em tais casos. “Um dia ela está de mau humor, e eu tenho que lidar com isso”, diz Andy. Mas eu também tenho meus dias. Casamento é isso, não é?”.

© fotos: acervo pessoal

Via Hypeness

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