‘13 Razões Por Que Não’: alunos contam suas histórias de sofrimento na escola pra prevenir suicídio

Apesar do sucesso mundial, a série ‘13 Reasons Why, da Netflix, também causou polêmica por contrariar recomendações da Organização Mundial da Saúde quando se trata das formas de abordar o suicídio, chegando a ser proibida para menores de 18 anos na Nova Zelândia e no Canadá. Mesmo assim, serviu para levantar debates importantes sobre a depressão.

Hannah Baker, a protagonista de 13 Reasons Why (Foto: Reprodução/Netflix)

Hannah Baker, a protagonista de 13 Reasons Why (Foto: Reprodução/Netflix)

É o que está acontecendo na Oxford High School, no Reino Unido. Desde o início de maio, os alunos vêm participando da campanha “13 Reasons Why Not”, ou “13 Razões Por Que Não”. Todos os dias, antes das aulas começarem, são exibidas mensagens de estudantes relatando suas experiências difíceis na escola, com os amigos ou a família, mas agradecendo a quem os ajudou a superar.

Pam Fine, reitora do colégio, conta que assistiu à série e gostou da forma certeira como ela retrata os problemas enfrentados por adolescentes na escola, mas que achou “extremamente problemático o fato de mostrar o suicídio praticamente como algo inevitável, do qual a protagonista não pudesse escapar”.

Jeam Linares, Jordan Jaden, Riley Juntti, Alexa Alban, Kayla Manzella e Maddy Drypes: os primeiros a compartilhar suas histórias

Jeam Linares, Jordan Jaden, Riley Juntti, Alexa Alban, Kayla Manzella e Maddy Drypes: os primeiros a compartilhar suas histórias (Foto: Oxford High School)

Sem valor. Egoísta. Sem moral. Fácil. Suja. Você se daria melhor morta. Isso é só o começo do que me chamaram todos os dias por dois anos”, começa o vídeo de Riley Juntti, o primeiro exibido. Ao fim, ela dedica a fita à amiga Elise Godfrey. “Você me ouviu quando ninguém mais o fez, e continuou me ouvindo, compartilhando e curtindo os pequenos momentos comigo. Obrigado pela sua gentileza, não tenho como retribuir. Você é uma das minhas 13 razões por que não”, conclui.

A campanha fez sucesso entre os alunos, que têm evitado atrasos para poder ouvir as histórias dos colegas. Além disso, criou uma corrente de empatia no colégio, com vários adolescentes se abrindo para os colegas e compartilhando problemas, dúvidas e possíveis soluções. A reitora diz que recebeu mais de cem pedidos de participação, e está até pensando em ampliar o período de exibição das histórias.

Todas as fotos: Reprodução

Via Hypeness

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