Jovem com canal de maquiagem usa as melhores formas de combater as normas de gênero

Basta um pouco de empatia, inteligência e interesse genuíno para compreender que as normas de gênero servem hoje como forças opressoras, restritivas e violentas contra todos – não só aqueles que de fato e em nome da própria felicidade cruzam as fronteiras dessas normas, mas até mesmo para quem se enquadra nas definições de gêneros previstas.

Cada vez mais, porém, essas fronteiras estão sendo naturalmente cruzadas e derrubadas, em nome de um futuro mais amplo e livre para todas as pessoas – e a experiência do jovem Jake Warden é um perfeito exemplo disso.

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Jake é um jovem americano da cidade de Denver, no Colorado, que nas redes sociais gosta de realizar tutorias e experimentos com maquiagens – e as faz com talento e criatividade.

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Seus vídeos viralizaram e, dentre milhares de comentários elogiosos e de incentivo, volta e meia o velho preconceito emerge, através de ataques homofóbicos, ameaças irracionais e moralismos tão velhos quanto as próprias definições do que seriam essas normas de gênero.

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Nada que pareça abalar Jake essencialmente, e em resposta recente a um comentário que perguntou sobre de que forma ele próprio se enxergava nesse sentido, o jovem definiu com bastante eficiência o tamanho das possibilidades e da liberdade que a derrubada de tais normas pode nos oferecer.

Muitos de vocês me perguntam se sou um menino ou uma menina, se sou transgênero… Honestamente, não sou. Sou um garoto e adoro maquiagem, e algumas coisas “de garota”. Sou um cara bem feminino, mas isso não significa que sou trans”.

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“E se você é uma garota, bonita, e gosta de coisas “masculinas”, ou não quer usar maquiagem, quer usar roupas “de garotos”, está tudo bem. Normas de gênero são coisas que acredito que não deveriam existir”, ele diz, sempre apontando a felicidade e a liberdade de todos como norte e motivo. Se o mundo volta e meia parece fadado ao fracasso, há também uma nova geração que vem para nos lembrar do quanto e do quão mais podemos ser. Ainda bem.

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© fotos: reprodução

Via Hypeness

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