Quem são os jovens que estão fazendo acontecer na cena underground carioca

Em meio a um cenário de crise econômica e instabilidade política, fica mais difícil produzir cultura, certo? Não para essa galera aqui. Em meio ao caos que se instalou nas instituições do Rio de Janeiro, tem muita gente criativa driblando as adversidades e tirando boas ideias do papel para fazer a diferença. E foi por isso que a marca Rider criou um festival, o #DáPraFazer, que mostrou in loco algumas dessas boas histórias da vibrante cena independente carioca!

Vem conhecê-las:

Heavy Baile

O movimento Heavy Baile surgiu das inquietações musicais e estéticas do produtor Leo Justi. A onda é ao mesmo tempo de expansão, ao promover o encontro da batida do funk carioca com sintetizadores modernosos, e de enraizamento, ao defender que ostentação não tá com nada e o negócio do funk é energia preta, corpo em movimento, gueto. Bailão dos bons. O coletivo agregou um monte de gente bacana e hoje funciona como selo que trabalha com artistas como Rincon Sapiência, ABRONCA e MC Carol.

Heavy Baile
Foto: IHateFlash

Amarévê

Jéssica, Mayara, Karina e Suzane, quatro moças que recém-saídas da escola resolveram começar a fazer a diferença na comunidade onde vivem, a Maré. Mesmo com pouca grana no bolso, elas começaram a exibir um filme aqui, a montar uma festa ali… e assim começava a tomar forma o Amarévê. Hoje, o coletivo é uma produtora de audiovisual dedicada especialmente a colher e contar as histórias da Maré sem cair nos clichês da grande mídia – a favela tomando suas narrativas para si. Além disso, elas se ocupam de oficinas, encontros e divulgam tudo de bacana que rola pela comunidade.

AMarévê
Foto: Divulgação

Kosmo Coletivo Urbano

Se você é daqueles que andam bastante pelas ruas do Rio de Janeiro, é bem possível que já tenha visto a galera do Kosmo Coletivo Urbano fazendo seu som por aí. Batalhando a cada nota pela ideia de que a rua e a cultura devem ser para todos, os caras de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, presenteiam o Rio com música instrumental autoral de qualidade. Tem um pouco de jazz, de rock, de funk, de reggae… um combo de energia sonora que revitaliza o transeunte carioca.

Kosmo Jay Whiting
Foto: Ricardo Pimentel

Roda Cultural do Terreirão

As rodas culturais são encontros de promoção da cultura hip-hop que têm se espalhado por comunidades de todo o Rio de Janeiro a uma velocidade impressionante. Uma destas comunidades é o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da capital fluminense. A Roda Cultural do Terreirão ocorre semanalmente, atraindo os jovens do local para curtir uma programação que varia entre shows, DJs e as disputadíssimas batalhas de rap. Tudo tendo como norte a inclusão e o respeito. Mesmo sem contar com o apoio de grandes patrocinadores, os organizadores da RCT conseguiram se virar para revolucionar a vida cultural do Terreirão.

RCT Ricardo Pimentel
Foto: Jay Whiting

RAXA

Formado por mulheres que trabalham na noite carioca, a RAXA é um ponto de encontro feminino e feminista pensado para fortalecer os laços desta comunidade. A ideia é promover oficinas, criar campanhas para combater a opressão, trocar experiências para crescer em apoio mútuo. A RAXA surgiu para que a cena do entretenimento carioca tenha cada vez mais a cara das mulheres de todo o Rio – independente de cor, origem ou classe social. Afinal, festa com machismo no meio não tem graça nenhuma.

RAXA
Foto: IHateFlash

Já deu para perceber que não faltam bons exemplos de gente que bota a cara e dá um jeito de realizar seus projetos, né? Todos os coletivos citados por aqui fizeram parte do Festival Rider #DáPraFazer, que reuniu fazedores independentes de todos os cantos do Rio (e do Brasil) por quatro sábados. Pode ser através de uma grande ideia, pode ser através de uma mudança de atitude no dia a dia. O negócio é lembrar que #DáPraFazer, sim, e muito!

Você pode conhecer histórias de outros fazedores e se inspirar ainda mais neste link.

selo artigo patrocinado

Via Hypeness

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