‘Solta esse black’: estudantes do RJ criam movimento pra acabar com machismo e racismo dentro da sua escola

Tanto o machismo quanto o preconceito racial se proliferam em aspectos que parecem mínimos, mas que servem de combustível para profundas situações de desigualdade e opressão. O coletivo Solta esse Black, formado por alunas da Escola Municipal Levy Miranda, no Morro da Conceição, no Rio de Janeiro, se formou para empoderar as garotas e combater as lógicas e hábitos machistas e preconceituosos tanto dentro quanto fora da escola, a partir de um desses detalhes determinantes: o cabelo.

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O coletivo enfrenta os efeitos desses preconceitos através de oficinas de turbante e penteado afro e do incentivo e divisão de ideias sobre cuidados com seu cabelo “black” – além de propriamente o encontro os debates ao redor do tema. E essa luta já começa a alcançar suas primeiras conquistas.

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Por conseguirem impactar de forma positiva e significativa as situações de opressão e a valorização das identidades negras dentro da escola, o “Solta esse Black” foi uma das iniciativas vencedoras do Desafio Criativos da Escola em sua última edição.

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Após formarem, na escola, um local de convívio e diálogo para dividirem suas experiências e dores, assumir os fios naturais, sem qualquer química ou método de alisamento, foi o primeiro passo. Passaram então de sala de aula em sala de aula para expandir as atividades, da sua própria turma para a escola como um todo. Aceitação, motivação e autoestima eram os grandes tópicos, e já na primeira oficina reuniram mais de 200 estudantes.

Hoje, mesmo depois das fundadoras do grupo – as alunas Camila, Layz, Lydianne, Amanda e Lorrane já não mais estudarem na escola, o grupo permanece mobilizado, envolvendo novas jovens e novos futuros – e mudando a própria face da escola, pois, para estudar na Levy Miranda é preciso conviver com palestras e rodas de conversa sobre empoderamento feminino, racismo, machismo e afirmação e cuidados com seu cabelo afro.

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© fotos: divulgação

Via Hypeness

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