Primeira chimpanzé libertada de zoológico por habeas corpus chega ao Brasil para viver em santuário

Há quase 20 anos, a chimpanzé Cecília nasceu em cativeiro e desde então foi mantida em uma jaula de cimento em um zoológico em Mendoza, na Argentina. Por toda sua vida, jamais colocou os pés em um pedaço de terra e, depois que seus pais e irmã morreram, passou a viver na mais completa solidão e ficou depressiva.

Foi a partir deste momento que ativistas argentinos começaram a lutar para retirá-la do local. Eles entraram com um pedido de habeas corpus e, depois de uma briga de mais de um ano, pela primeira vez no mundo, um animal ganhou o direito de sair de um zoológico por meio da justiça.

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O pedido foi feito pela ONG argentina AFADA (Associacion de Funcionarios y Abocados pelos Derechos de los Animales) à Justiça do país, com argumentos que a chimpanzé é um sujeito de direito e não um objeto, e que se encontrava em condições precárias no zoológico.

Nesta quarta-feira (5), ela chegou ao Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba, afiliado ao Great Ape Projec (GAP), no interior de São Paulo. No local ela passará por um período de quarentena e depois será introduzida em um dos grupos de mais de 50 chimpanzés que ali vivem.

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O santuário de Sorocaba foi criado no ano 2000 por Pedro Ynterian e é o primeiro e o maior dos quatro santuários filiados ao Great Ape Projec (GAP) no Brasil. O GAP é uma iniciativa internacional que defende o direito de grandes primatas viverem em liberdade em seu habitat.

* Imagens: Reprodução

Via Hypeness

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