E se você pudesse conversar com obras de arte e perguntar qualquer coisa? Em São Paulo isso já é possível

Mais de 70% dos brasileiros declaram nunca ter ido a um museu. Tentando entender os motivos que afastam as pessoas desse tipo de arte, a Pinacoteca de São Paulo e a IBM chegaram a uma hipótese: falta interatividade. Para ajudar a resolver o problema, eles trabalharam juntos para que algumas obras literalmente conversem com o público.

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O projeto utiliza a tecnologia de Inteligência artificial Watson, capaz de entender questionamentos através da voz humana, organizar informações e responder, também através do som. Ao longo de seis meses, milhões de informações sobre a arte e sete obras específicas expostas na Pinacoteca foram “ensinadas” a Watson.

A partir do dia 5 de abril, começa a exposição especial A Voz da Arte. Aberta até 5 de junho, os visitantes poderão experimentar a integração entre arte e tecnologia de quarta a segunda-feira, das 10h às 17h. Na entrada da galeria serão distribuídos dispositivos com acesso ao app criado pela IBM. Ao chegar perto da obra, um sensor ligado ao GPS avisa que é possível fazer perguntas a cada item exposto.

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Os deficientes auditivos também poderão interagir com o Watson através de texto. As obras integradas ao sistema são; Saudade, de Almeida Junior (1899); Ventania, de Antonio Parreiras (1888); São Paulo, de Tarsila do Amaral (1924); Bananal, de Lasar Segall (1927); Mestiço, de Cândido Portinari (1934); Lindonéia, a Gioconda do subúrbio, de Rubens Gerchman (1966) e O Porco, de Nelson Leirner (1967).

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Todas as imagens: Reprodução/IBM

Via Hypeness

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