Refugiados sírios espalham mensagens de paz, união e esperança em Londres

Entre debates inflamados, posições extremas e opiniões polarizadas, muitas vezes nos esquecemos que, para além de orientações políticas, classes sociais, origens ou nacionalidades, a maioria das pessoas quer essencialmente a mesma coisa: viver bem, e que seus entes e amados também vivam. Foi para lembrar desses sentimentos primários que unem a maioria de nós que refugiados espalharam bilhetes e lembretes pelas ruas de Londres, reafirmando o básico da empatia humana, a fim de reafirmar que, de forma geral, estamos todos na mesma luta.

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“Eu vejo um lindo futuro… Com muitas dificuldades pelo caminho – mas todas elas podem ser superadas” – Amina, 17 anos, refugiada da Síria

As centenas de mensagens foram espalhadas em formatos diversos – desde bilhetes presos à corrimões até em quadros de avisos do metrô. Os locais também foram vários: cafés, livrarias, museus, postes e praças. A campanha foi criada pela Mercy Corps Europe, uma organização humanitária sem fins lucrativos, e o objetivo é de fato simplesmente lembrar a todos daquilo que nos une.

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“(Verso) Somos todos humanos. Dar voz às esperanças e aos medos dos refugiados nos lembra disso. Se você encontrar isso, por favor tire uma foto da mensagem e compartilhe usando #Human2Human. Sinta-se à vontade para deixar esse cartão em um novo lugar para ser encontrado de novo.

(Frente) Minha mensagem é que não devemos discriminar, devemos amar uns aos outros até o país melhorar e devemos ter paz em nossos corações” – James, 35 anos, refugiado do Sudão do Sul

Em uma mensagem, o pedido da campanha é que as imagens sejam compartilhadas nas redes sociais, utilizando a hashtag #Human2Human (De humano para humano, em tradução livre) para ampliar nossa visão e sensibilidade diante do excesso de horror que os noticiários impõem quando se trata dos refugiados.

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“Nós não desistiremos. Seguiremos fazendo o que pudermos fazer” – Roula, 26 anos, refugiada da Síria

“O que nós queremos é lembrar que as pessoas no centro das crises são como eu e você – e por isso há uma conexão humana. Essa campanha é sobre dar uma chance às pessoas de realizar algo concreto, encontrar o bilhete, ler e compartilhar. Colocar em um lugar novo. É sobre trazer esperanças aos refugiados, e engajar as pessoas no debate de uma forma nova”, diz a mensagem.

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“Eu só quero paz. Sem paz, nada é possível” – Mãe e refugiada do Sudão do Sul

Pode parecer banal, mas muitas vezes é o que nos falta na hora de tratarmos de assuntos tão complicados e grandiosos: lembramos que estamos sempre falando de seres humanos.

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“Espero ter um bom futuro. Uma pequena família com um bom trabalho, e está suficiente” – Mohammad, 16, refugiado da Síria

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“Eu estava fugindo pela minha vida, e eu quero estar vivo” – James, 35 anos, refugiado do Sudão do Sul

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“É difícil imaginar o que eu serei no futuro. Tento imaginar, se eu envelhecer e falecer, que impressões deixarei? Como as pessoas irão se lembrar de mim? Se não lembrarem nada de mim, a não ser por ser uma pessoa que passou a vida se divertindo… não será suficiente” – Sami, 15 anos, refugiado da Síria

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“Estou trabalhando para me desenvolver e me tornar alguém importante e notável no futuro. Alguém que as pessoas possam lembrar depois de 100 anos” – Sami, 15 anos, refugiado da Síria

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“Se você não der esperança às crianças, é o mesmo que perder toda uma geração, pois isso é tudo elas têm. O futuro é tudo que têm” – Ziad, pai e refugiado da Síria

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“Eu não quero que meu futuro seja como meu passado. Essa é minha principal motivação: a necessidade de sair desse passado, e criar um futuro diferente e melhor” – Sema, 18 anos, refugiada da Síria

© fotos: divulgação

Via Hypeness

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