Filme mostra a tradição africana que cultua a ejaculação feminina

Para os ruandeses a vagina tem que vibrar e a “água” que sai dela é um presente dos deuses. Em suas lendas o prazer feminino alimenta os rios e assim a ejaculação feminina é sagrada, pois são elas as grandes responsáveis por toda a vida no planeta. No filme Sacred Water é possível entender mais sobre essa busca, discutir a sexualidade da mulher além de claro ficar por dentro de técnicas infalíveis para fazer ela gozar.

E calma que não estamos falando de um pornô! O documentário Água Sagrada (em tradução livre), lançado em 2016, aborda questões importantes sobre o feminismo e o tão cultuado gozo da mulher. Com humor e espontaneidade, o filme parte da “água benta” feminina para explorar uma cultura rica em lendas e mitos.

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O assunto é levado tão a sério que em Ruanda há, inclusive, uma “professora de sexo” que explica para os jovens o que é e como funciona um clítoris, ensinando como explorar mais áreas do órgão genital da mulher, com o pênis, a boca e os dedos.

Entre outras questões centrais, a produção confronta os pontos de vista de uma sociedade em mudança questionando como essas tradições sexuais devem ser transmitidas de geração para geração a partir de um retrato íntimo de um país e suas tradições.

Em entrevista, o diretor belga Olivier Jourdain conta que a intenção dele é contrariar a imagem de uma África patriarcal, onde o homem trai a mulher, onde há somente a marca da mutilação sexual de mulheres entre outras condições de vida deploráveis.

Lançado em 2016, ainda sem data de estreia no Brasil, o filme concorreu a uma série de prêmios, incluindo o IDFA, festival de cinema de Amsterdã que premia os principais documentários do ano.

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O documentário completo pode ser visto aqui, mediante assinatura, e também está disponível na íntegra no Youtube.

Fotos: divulgação

Via Hypeness

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