Película para telhado substitui ar condicionado sem aumentar conta de luz e agredir meio ambiente

Com o calor que faz nos meses de verão no Brasil, é difícil encontrar alguém que não busque alternativas para se refrescar. A principal delas é certamente o ar condicionado. Mas, além de caros, os aparelhos do gênero contribuem para deixar o nosso planeta mais quente, pois emitem gases do efeito estufa, associados ao aquecimento global. Como resolver isso? Estes dois cientistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, podem ter a resposta.

Ronggui Yang e Xiabo Yin são responsáveis pela criação de uma película que poderia substituir o ar condicionado tradicional. A invenção promete ser tão eficiente quanto os aparelhos que conhecemos hoje e funciona sem usar gases para refrigeração ou energia elétrica.

Publicada no início do mês pela revista Science, a descoberta promete ser uma forma sustentável e barata de refrescar ambientes. Para isso, a película se baseia no processo de filtragem dos raios solares que ocorre na atmosfera terrestre, onde alguns comprimentos de onda escapam para o espaço carregando calor. Com base nessa informação, os pesquisadores descobriram como converter o calor indesejado em uma radiação infravermelha no tamanho exato de onda que o planeta expulsa.

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Fotos: Universidade do Colorado/Reprodução

Dessa forma, quando a película é colocada sobre o telhado de uma casa, a luz solar é refletida por ela, impedindo que o ambiente se aqueça e fazendo com que o calor interno seja liberado pela atmosfera. A novidade é feita de um tipo de plástico transparente conhecido como polimetilpenteno com o acréscimo de pequenas pedras de vidro. Ele também ganha revestimento de prata em um dos lados, que fica voltado para o interior da casa.

As lâminas resultantes desse processo têm uma espessura de  50 milionésimos de metro e podem ser facilmente acopladas aos telhados de construções, gerando um poder de refrigeração de 93 watts por metro quadrado. Apesar de tanta tecnologia, o material deverá ter um custo de produção de cerca de 50 centavos de dólar por metro quadrado, de acordo com o The Economist. Segundo o EcoGuia, o sistema não utiliza eletricidade, mas exigiria um complemento que fosse capaz de regular os níveis de refrigeração, incluindo um encanamento para carregar o calor do ambiente até o filme, o que provavelmente precisaria utilizar energia elétrica.

Via Hypeness

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