Uma mulher indígena concorrerá para presidente do México em 2018

Quando as eleições presidenciais mexicanas acontecerem no próximo ano, o campo de candidatos será diferente de qualquer outro na história do país: desta vez, uma mulher indígena estará concorrendo à presidência.

O Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), um grupo político e militante indígena no México, planeja fazer com que uma mulher indígena seja eleita para o cargo mais alto da nação nas eleições de 2018.

O grupo anunciou no final do ano passado, após sua quinta reunião anual do Congresso Nacional Indígena, que procuraria candidatar uma mulher nas eleições – não necessariamente para subir ao poder, mas para enfrentar a destruição de terras e defender vidas e comunidades indígenas. Eles ainda não anunciaram um nome.

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Nossa luta não é por poder; Em vez disso, pedimos aos povos nativos e à sociedade civil que se organizem para acabar com essa destruição, para fortalecer nossa resistência e rebelião em defesa da vida de cada pessoa, cada família, coletivo, comunidade e vizinhança“, afirmou o partido em comunicado.

O grupo militante, famoso por sua política de esquerda radical e membros mascarados, tem lutado pelos direitos e avanços dos povos indígenas no México desde 1994 e sempre incluiu os direitos das mulheres em sua plataforma.

Esta é a primeira vez em sua história que o grupo tentará concorrer ao cargo. A mulher será candidata independente contra os três maiores partidos, o Partido da Ação Nacional (PAN), o Partido da Revolução Democrática (PRD) e o Partido Revolucionário Institucional (PRI).

Os zapatistas também anunciaram que estavam criando uma assembleia permanente e um conselho de governo ligando as comunidades indígenas em todo o país após a reunião de outubro.

Há mais de 8 milhões de indígenas mexicanos vivendo na pobreza, 30% dos quais vivem em extrema pobreza, de acordo com o Conselho Nacional de Avaliação da Política de Desenvolvimento Social.

Todas as fotos: Reprodução

Via Hypeness

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