Arquitetos erguem no Canadá ‘um muro’ que, ao invés de separar, aproxima pessoas

Em tempos xenofobia e preconceito separando pessoas através de muros concretos, o Canadá não cansa de se oferecer como um respiro de outros ares – acolhedores e libertários como um convite afetuoso. Na direção oposta da segregação e do ódio, o ateliê holandês de arquitetura ARI levantou uma espécie de muro metafórico, que no lugar de separar, une as pessoas. A instalação se chama Open Border, ou fronteira aberta.

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Os 36 metros de comprimento que atravessam boa parte do rio Assiniboine – que, congelado, nessa época do ano se oferece como pista de patinação – em um cor de laranja que grita contra a brancura da neve que cobre o país no inverno, em princípio a construção parece uma fronteira.

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Ao se aproximar, porém, revela-se que não há separação, e que o muro é feito por tiras térmicas de plástico, capazes de isolar o frio, e criar, entre elas, acolhedores espaços de encontro e diversão entre patinadores e pedestres – de todas as raças, cores, orientações sexuais ou religiosas.

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É, portanto, um muro que não só se pode atravessar, como que também te recebe – te acolhe, quente, e se oferece como lugar de passagem, de permissão, de acesso e de encontro com o outro. Os próprios arquitetos admitem o óbvio: o muro metafórico é uma resposta ao tenso clima político que assola o mundo.

Ainda assim, sabemos que não vamos bem quando um convite ao encontro, ao abraço do outro, se torna uma forte afirmação político. Melhor corrermos ao abraço então – sejam os braços quais forem.

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Todas as fotos © Atelier ARI

Via Hypeness

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