O rapper que une orgulho negro e gay nas suas letras

A música é um espaço ideal para expor modos de ver o mundo, e o rap vem se consolidando como canal para quem tem muito a dizer. É o caso de Jefferson Ricardo da Silva, mais conhecido como Rico Dalasam. Gay e negro, ele transforma em arte o que viveu.

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Seu primeiro palco foi a rua em frente ao Shopping Santa Cruz, em São Paulo, onde há anos acontecem conhecidas batalhas de rimadores (nomes como Emicida, Rashid e Projota também passaram por lá). Foi ali que Rico, adolescente, percebeu que tinha outro talento em que poderia investir.

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Outro porque, desde os 13 anos, ele já ganhava seu dinheiro como cabeleireiro, fazendo penteados e tranças. A carreira musical foi crescendo aos poucos: Rico cursou a faculdade de Audiovisual e trabalhou como produtor de moda antes de focar no rap. Não é por acaso que ele combina figurino estiloso e clipes caprichados.

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As músicas do EP Modo Diverso, lançado em 2015, fizeram sucesso, e no ano seguinte saiu o primeiro álbum, Orgunga. O título vem de “Orgulho negro e gay”, sempre presente na atitude de Dalasam – nome artístico criado a partir da frase “Disponho Armas Libertárias a Sonhos Antes Mutilados”.

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Versando sobre o posicionamento do gay na sociedade, preconceitos e auto aceitação sem abrir mão de referências pop divertidas e de sonoridade animada, o artista conclui: “Não adianta, protesto gay é fervo”. As letras de Orgunga são acompanhadas por batidas inovadoras, com timbres indianos e árabes, flautas e percussão brasileira.

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Todas as fotos © Rico Dalasam

Via Hypeness

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