Aprenda a identificar e combater as manifestações mais comuns de machismo no trabalho

Mulheres que trabalham em locais mais tradicionais geralmente são confrontadas diariamente com o machismo dos colegas no escritório. Em alguns casos, o sexismo pode ser sutil, mas em outros ele é completamente descarado, como aquele colega que trata as mulheres da empresa como se fossem suas secretárias. Agora, uma escritora criou um guia útil de como identificar (e se defender) destas pessoas. Tudo com uma dose de bom humor, é claro.

A responsável pelo projeto foi a escritora americana Jessica Bennett, autora do livro “Feminist Fight Club: An Office Survival Manual (For a Sexist Workplace)” – algo como “Clube da Luta Feminino: Um Manual de Sobrevivência no Escritório (Para Ambientes de Trabalho Sexistas)“. Apesar do nome gigante, a obra traz algumas sugestões interessantes, que ganharam ilustrações de Fanqiao Wang.

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O criptografudedor – é aquele colega que trata as mulheres como se fossem suas secretárias. Pode ser colocando você em cópia nos e-mails de viagem, pedindo para buscar café para um cliente ou mesmo solicitando que você tome nota de algo.

Dica para evitá-los – a escritora sugere dizer que não sabe fazer café/mexer na copiadora/qualquer tarefa que seja solicitada. Assim, quem sabe, o machista do seu colega se toca que essa não é sua função. Outra possibilidade é sugerir que algum outro dos caras faça o trabalho.

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O carapropriador – é aquele cara que não tem vergonha nenhuma de se apropriar de suas ideias e apresentá-las como se fossem dele.

Dicas para evitá-los – deixe claro que a ideia é sua. Se isso não for possível, simplesmente tome a ideia de volta para si, agradecendo quando as pessoas gostarem da SUA ideia. Outra sugestão é pedir a um(a) colega que, quando isso acontecer, comente algo como: “é isso, exatamente como a fulana disse” – assim todo mundo fica satisfeito, menos o carapropriador.

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O manterrupter – é aquele colega que interrompe sempre que uma mulher fala, sem nenhuma vergonha. A existência deste ser já foi comprovada até mesmo por pesquisas, que mostram que homens falam mais que as mulheres em reuniões de trabalho, interrompem com mais frequência e que as mulheres são duas vezes mais propensas a ser interrompidas tanto por homens quando por mulheres.

Dica para evitá-los – fingir que não percebe que o colega está tentando interrompê-la, enquanto mantém a calma e o tom de voz. Se necessário, reafirme quem está falando com um olhar de canto de olho. Outra maneira de fazer isso é pedir que a mulher que foi interrompida complete sua ideia, caso você esteja apenas assistindo a cena – assim quem sabe o manterrupter se dá conta.

Via Hypeness

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